Canal Brasil

canal de televisão por assinatura brasileiro pertencente a programadora Globosat

Enciclopédia da Wikipédia, a enciclopédia livre

Canal Brasil
Tipo Canal de televisão por assinatura
País  Brasil
Fundação 18 de setembro de 1998 (23 anos)
por Roberto Marinho
Pertence a Grupo Globo
Proprietário Grupo Globo
Cidade de origem  Brasil
Sede Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ
Estúdios Rio de Janeiro, RJ
Slogan A casa do cinema brasileiro!
Formato de vídeo 1080i (HDTV)
Cobertura  Brasil
Página oficial canalbrasil.globo.com
Disponibilidade por satélite
Vivo TV
Canal 566 / 806 HD
Canal 103 (Intelsat 34)
Oi TV
Canal 66
Sky
Canal 113 / 513 HD
Claro TV
Canal 150 / 650 HD
Disponibilidade por cabo
Claro TV
Canal 150 / 650 HD
Vivo TV
Canal 656
TV Alphaville
Canal 150
BVCi
Canal 216
Disponibilidade digital
Canais Globo
Simulcast
Globoplay
Simulcast
DirecTV Go
Simulcast

Canal Brasil é um canal de televisão por assinatura brasileiro que estreou em 18 de setembro de 1998, com a exibição do filme Sonho sem fim, de Lauro Escorel Filho. Foi criado para aproveitar a obrigação criada pelo Decreto 2206, de 1997, que obrigava todos os prestadores de serviços de TV a cabo brasileiros a incluir na sua grade pelo menos um canal dedicado a "obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras de produção independente".[1][2]

O canal é resultado de uma associação da divisão de TV a cabo da Globo (antiga Globosat) com a empresa Grupo Consórcio Brasil (GCB), formada por Luiz Carlos Barreto, Zelito Vianna, Marco Altberg, Roberto Farias, Anibal Massaini Neto, Patrick Siaretta, André Saddy e Paulo Mendonça.[3]

O Canal Brasil lançou sua versão em alta definição (HD) a partir do dia 27 de outubro de 2014 para assinantes da operadora NET e aos assinantes das operadoras Oi e Vivo logo na sequência, dia 28 de outubro.[4][5]

História

O desenvolvimento do Canal Brasil começou a partir do Decreto 2206, de 1997, que obrigava todos os prestadores de serviços de TV a cabo brasileiros a incluir na sua grade pelo menos um canal com 12 horas diárias dedicado a "obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras de produção independente". Para viabilizar a ideia, foi criada uma associação de cineastas e produtores brasileiros chamada Grupo Canal Brazil, que formou sociedade igualitária com a Globosat, contando com nomes como Luiz Carlos Barreto, Roberto Farias, Anibal Massaini Neto, Marco Altberg e Zelito Vianna. O grupo controlava cerca de 200 filmes dos 400 do acervo inicial, sendo o restante adquirido junto a produtores independentes que incluia aproximadamente 60 curtas-metragens e 70 clipes musicais.[6]

O canal entrou no ar às 20h de 18 de setembro de 1998, com um debate gravado durante o último Festival de Gramado. Às 21h, entrou no ar o filme Sonho sem fim (1987), de Lauro Escorel Filho, que mostra as aventuras de pioneiros do cinema brasileiro. Sua distribuição, inicialmente, acontecia pela Net/Multicanal/Sky no pacote Advanced 98.[6] O lançamento do Canal Brasil estava previsto para abril de 1998, mas foi adiado devido as condições do acervo adquirido, que precisou ser restaurado e passar por nova telecinagem. Para a Folha de S.Paulo, Alberto Pecegueiro (diretor geral da Globosat) afirmou que sua "triste conclusão é de que o cinema brasileiro estava entregue aos fungos".[7]

Apresentadores e programas

Fazem parte da equipe de apresentadores do canal Paulo Tiefenthaler (Larica Total), Lázaro Ramos (Espelho), Michel Melamed (Bipolar Show), Charles Gavin (O Som do Vinil), Roberta Sá (Faixa Musical), João Gordo (Eletrogordo), Nasi (Nasi Noite Adentro), Nicole Puzzi (Pornolândia), André Abujamra (Abuzando), Zé Nogueira (Estúdio 66), Tárik de Souza (MPBambas), José Mojica Marins (O Estranho Mundo de Zé do Caixão), Simone Zuccolotto (CineJornal e Sessão Interativa), entre outros.

Incentivo ao cinema nacional

O Canal Brasil promove o Prêmio Aquisição Canal Brasil, que contempla com R$ 15 mil os curtas-metragens vencedores nos mais representativos festivais de cinema do país, além de exibir o filme durante a programação. Desde 2006, também realiza o Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas-Metragens, que premia com R$ 50 mil o melhor curta entre os 10 vencedores do Prêmio Aquisição Canal Brasil do ano anterior. Um júri formado por apresentadores do canal escolhe o grande vencedor através de voto secreto.

Produções do Canal Brasil

O Canal Brasil tem participado de novas produções em parceria com produtores independentes, incluindo filmes. Entre os títulos realizados estão Adolfo Celi, un uomo per due culture de Leonardo Celi, a primeira coprodução internacional do Canal Brasil; Canto de Baal, de Helena Ignez; Saraceni.doc - A Etnografia da Amizade, de Ricardo Miranda; Anabazys, de Joel Pizzini e Paloma Rocha; Waldick.doc, de Patrícia Pillar; Histórias Cruzadas, de Alice de Andrade; Hermeto Pascoal – Ato de Criação, de Marília Alvim. O premiado Loki – Arnaldo Baptista, longa-metragem de Paulo Henrique Fontenelle e em 2009, a também premiada coprodução do documentário Dzi Croquettes. Entre os filmes se destacam Boi Neon, Mulheres no Poder, Anna K., Um Filme Francês, Entreturnos, Jauja, O Rio nos Pertence, A História da Eternidade, Castanha, Insubordinados, Se Deus Vier que Venha Armado, O Menino no Espelho. Também se inclui, a série Werner e os Mortos.

Loki - Arnaldo Baptista

Ver artigo principal: Loki - Arnaldo Baptista

Foi o primeiro filme inteiramente produzido pelo Canal Brasil. O filme foi exibido em 2008 no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ganhando o prêmio de Melhor Documentário - Júri Popular em ambas as ocasiões.

Festivais de cinema

Em setembro de 2020, o Canal Brasil exibiu o 48º Festival de Cinema de Gramado, devido a pandemia de COVID-19.[8] No mês seguinte, exibiu o Cine-PE.[9] E em dezembro do mesmo ano, transmitiu a mostra do 53º Festival de Brasília[10] e o Cine Ceará.[11]

Referências

  1. Decreto 2206 - Presidência da República - Casa Civil
  2. Canal Brasil pede socorro para manter-se no ar. Estadão - Caderno2, 19 de março de 2003
  3. Entrevista com Paulo Mendonça. Produção Cultural no Brasil, junho de 2010
  4. Redação (23 de outubro de 2014). «Canal Brasil HD». UOL. Notícias da TV. Consultado em 23 de outubro de 2014 
  5. Paulo Pacheco (20 de setembro de 2014). «Canal Brasil abandona 'TV de gaveta' e estreia em alta definição». UOL. Notícias da TV. Consultado em 23 de outubro de 2014 
  6. a b «Canal Brasil só apresenta as produções brasileiras». Folha de S.Paulo. 13 de setembro de 1998. Consultado em 31 de agosto de 2021 
  7. «Acervo brasileiro estava estragado pelos fungos». Folha de S.Paulo. 13 de setembro de 1998. Consultado em 31 de agosto de 2021 
  8. «Canal Brasil exibirá programação do 48º Festival de Cinema de Gramado». Splash. UOL. Consultado em 14 de janeiro de 2021 
  9. «Cine-PE: novo formato em 2020 traz exibições na TV, streaming e internet». Folha de Pernambuco. Consultado em 14 de janeiro de 2021 
  10. «Mostra oficial do 53º Festival de Brasília será exibida pelo Canal Brasil». Metrópoles. Consultado em 14 de janeiro de 2021 
  11. «Cine Ceará divulga programação presencial e virtual». Folha de Pernambuco. Consultado em 14 de janeiro de 2021 

Ligações externas

Conteúdo original da Wikipedia, compartilhado sob uma licença Creative Commons By-Sa - Canal Brasil